stafeveiculos@hotmail.com

ampliar

Na data em que se comemora o Dia do Motociclista, em 27 de julho, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo destaca e homenageia não só os motociclistas amantes das duas rodas mas também – e principalmente – aqueles que utilizam a motocicleta como instrumento de trabalho.

Com os impactos da pandemia da covid-19, os motofretistas ganharam o papel de protagonistas em todo o Brasil, atuando na linha de frente e permitindo que parte da população cumprisse as regras do isolamento social.

Na realidade, os motofretistas que já eram vistos como trabalhadores de serviços essenciais, agora foram elevados à condição de “heróis da sociedade” pelos brasileiros, entregando alimentos, mercadorias, medicamentos, documentos, materiais e muitos outros produtos. Para cumprir essa tarefa, entre outros desafios, enfrentam alto risco de contágio pelo grande contato com os consumidores.

O número de pessoas que atuam nessa área, no entanto, aumentou significativamente com a pandemia. “Para driblar o desemprego e aumentar seus rendimentos, muitos passaram a atuar nos serviços de delivery”, afirma Gerson Silva Cunha, presidente interino do Sindimoto/SP, o sindicato representativo da categoria dos motofretistas paulistas. 

Não existem números oficiais que mostrem quantos motofretistas atuam hoje nas ruas brasileiras. Já o perfil dos profissionais pode ser traçado por meio de pesquisas desenvolvidas durante as ações do programa MotoCheck-Up, promovido anualmente pela Abraciclo. Os levantamentos realizados nas cidades de São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF) mostram que a maioria é do sexo masculino (98%), na faixa etária de 30 a 40 anos (mais de 40%), é casada e com ensino médio completo (cerca de 60%).

Com intuito de minimizar o contágio da covid-19, a Abraciclo participou de uma campanha desenvolvida desde abril passado, em parceria com o Sindimoto/SP e outras entidades, para doação de kits de higienização aos motofretistas.

“O uso da motocicleta vem cumprindo dois fatores sociais muito importantes e oportunos: possibilitou que boa parte da população cumprisse as regras de isolamento social e gerando renda para uma parcela de pessoas que perdeu o emprego”, explica Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.

Outro fator que contribui cada vez mais para a imagem positiva da categoria está na conduta do motofretista, ou seja, aquele que concluiu o curso regulamentado de capacitação profissional, realiza a manutenção preventiva de sua motocicleta e procura respeitar ao máximo as normas e regras de trânsito.

Mais um motivo para celebrar a data é o fato desses profissionais utilizarem um meio de transporte com baixo impacto ambiental. Todas as fabricantes de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) seguem as normas do Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares – Promot, cujos índices de redução da emissão de gases estão alinhados com as legislações mais exigentes do mundo.

Além disso, a maior parte das motocicletas que saem das linhas de produção do Polo Industrial de Manaus conta com a tecnologia bicombustível, o que também auxilia na redução das emissões quando abastecidas com etanol.